Blog destinado a temas de interesse de gnósticos e simpatizantes. Se você sofre por não ter sucesso na Morte do Ego e se preocupa porque o tempo está passando, ou se é simplesmente alguém que quer se livrar de problemas emocionais e desejos prejudiciais que te afligem, você veio ao lugar certo. As idéias aqui contidas expressam apenas a opinião pessoal do autor e não substituem de modo algum a orientação de um mestre de consciência desperta.
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Orientações dos mestres sobre o vício de resistir aos desejos
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Tem alguma pergunta? Faça-a aqui.
Se você tiver qualquer dúvida e quiser me interrogar, pode fazê-lo aqui. Peço somente paciência, pois não tenho sempre tempo para entrar aqui e, além disso, não terei resposta para tudo...mas farei todo o possível para ajudar.
Gravar na consciência o cuidado com a mente
domingo, 13 de março de 2011
Os bloqueios ao Ego e a morte verdadeira
quarta-feira, 2 de março de 2011
Formas de nutrir a luxúria
- ver películas pornográficas
- contar piadas pornográficas
- usar palavras de duplo sentido
- ficar pensando em lindas mulheres nuas
- dar asas às fantasias sexuais
- imaginar-se realizando tudo o que deseja com as mulheres que mais deseja
- buscar situações que promovam excitação sexual cada vez maior
- imaginar como seria experimentar práticas sexuais que nunca experimentou
- imaginar situações em que suas fantasias sexuais fossem satisfeitas
- manter conversas mórbidas
- ficar olhando para as bundas e peitos das mulheres
- tentar ver a calcinha das mulheres por baixo das saias
- tentar enxergar a silueta corporal delas através de vestidos transparentes
- lançar cantadas
- elogiá-las sem necessidade alguma
- agradá-las sem necessidade alguma
- contemplá-las
- ficar lembrando da mulher desejada
- buscar situações que te deixem sexualmente excitado
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A necessidade de aceitarmos o que somos
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Sobre o desapego a este mundo
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Aprendendo a observar-se melhor
No início, a análise de um ego é algo meramente intelectual. Com o aprimoramento da capacidade de meditar, este trabalho ultrapassa as fronteiras do intelecto.
A observação de um defeito ao vivo, em plena manifestação, pode substituir completamente a análise a posteriori quando se aperfeiçoa. Então, não necessitamos, posteriormente, pensar a respeito do defeito, pois todas as suas facetas já foram detectadas.
Compreender um defeito é compreender suas facetas e suas facetas são seus detalhes. É por isso que aqueles que rechaçam a observação dos detalhes fracassam na compreensão. Os detalhes aqui referidos são detalhes do que fazemos, pensamos e sentimos. Se você se observar em pleno delito, verá que esses detalhes são inúmeros e te desconcertam.
Quanto mais o sentido de auto-observação se desenvolve, mais detalhes consegue capturar. A captura de quantidades crescentes de detalhes é o exercício do sentido de auto-observação.
Se, em um determinado ato errôneo (defeituoso, pecaminoso) percebemos conscientemente 15 detalhes ou facetas, por que esperar até a noite para suplicar pela morte dos mesmos? É muito mais efetivo pedir imediatamente. É assim que aprendemos a morrer no cotidiano, o tempo todo.
Resistir aos detalhes, sufocá-los, é uma tolice porque eles não morrem desta maneira. Identificar-se com eles, satisfazê-los, é outra tolice porque eles também não morrem assim. Se for assaltado por um defeito forte, não perca tempo resistindo: separe-se dele, observe-o e peça por sua morte. Você comprovará que ele se enfraquece. Não se sinta sendo aquele desejo, faça esforços apenas para separar-se e observá-lo cada vez com mais clareza. Não faça esforços para imobilizá-lo. Separe-se e deixe-o dançar dentro de você, enquanto você o observa em detalhes e pede por sua morte.
Os defeitos não morrem quando os satisfazemos e nem tampouco quando os sufocamos dentro de nós. Eles somente morrem com o fogo letal da Divina Mãe Kundalini. Peça e Ela agirá, você verá o monstro que se agita dentro de você perder força aos poucos.
Vou dar um exemplo de observação de um ego bem feio. Suponhamos que você goste de ficar espiando sua vizinha pela janela, à noite. Você fica desesperadamente invadido de paixão sexual por ela. Quais são os detalhes que sua observação provavelmente captaria?
Vejamos. Talvez você comprasse um binóculo, este seria um detalhe. Você ficaria acordade até tarde, esperando a hora H, o momento em que ela trocaria de roupa, este seria outro detalhe. Você apagaria as luzes da sua casa para ninguém vê-lo, este seria outro detalhe. Caminharia silenciosamente, para não ser notado, eis outro detalhe. Que outros detalhes haveriam? Talvez você abrisse a janela suavemente, para não chamar a atenção, seu coração batesse mais forte no momento em que ela começasse a tirar a roupa, você perdesse o fõlego, sua respiração poderia mudar o ritmo, tremesse de nervoso, se recordasse de outras mulheres parecidas que você já viu nuas, experimentasse uma emoção com um sabor característico e peculiar, procurasse o melhor ângulo de visão, ficasse bravo e decepcionado se ela não tirasse a roupa ou se suas formas não correspondessem ao que você imaginava...seu pênis ficaria ereto! Tudo isso seriam detalhes deste ego particular. Bem...eu citei alguns detalhes neste exemplo hipotético, mas na prática apareceriam centenas. Quando mais você os descobrisse e pedisse, mais fraco ficaria esse desejo infeliz de espiar sua vizinha.
O avanço na observação dos detalhes requer aprofundamento daquilo que se enxerga, quer dizer, que se enxergue cada vez mais. Quanto mais detalhes enxergarmos, mais clara será a visão que teremos do defeito e mais profunda será a compreensão. O que importa é isso: observar com clareza crescente. É isso o que buscamos com os detalhes: clareza.
Na observação dos detalhes, não há nada depreciável: cada mínimo impulso, movimento, pensamento, sentimento, intenção, recordação, alteração corporal etc. deve ser observado rigorosamente. Dar-se por satisfeito com o que se descobriu equivale a estancar. A compreensão e elástica, quem quiser avançar, deve sempre compreender mais e mais.
Bem...dei um exemplo radical, para melhor entendimento, mas não precisamos chegar a tanto, isso depende do estado em que cada um se encontra. Qualquer pessoa, por pior que seja, pode começar este trabalho e modificar-se totalmente. Não importa se você é um grande pecador ou algo assim, se você se decidir a realizar este trabalho, irá se transformar, virar outra pessoa.
Tenha isso como meta: procure sempre ver mais, mais e mais, procure o novo.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Paralisia do sono: uma dica
Lobsang Rampa afirma que a paralisia é provocada pelo desejo de reverter o processo do sono, o que faz com que a pessoa fique ansiosa e apressada para se movimentar, travando o processo: o sono não aprofunda e não reverte.
A paralisia resulta de um conflito entre o processo corporal do sono, que está avançando, e o desejo da pessoa, que é o de revertê-lo. Ou seja: a pessoa provoca o sono (porque se deita para dormir) e, quando o percebe, fica com medo e quer voltar. Há, portanto, uma contradição: sono X desejo de acordar. Logo, resolvendo esta contradição, resolvemos também o problema.
Pessoas experientes na prática da meditação e da viagem astral não sofrem com a paralisia, pois não desejam reverter o processo natural do sono assim que o percebem conscientemente, ao contrário dos iniciantes e novatos, que se assustam com o mesmo.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Aprendendo a concentrar o pensamento
Pensar de forma concentrada é pensar conscientemente. Pensar conscientemente é pensar sabendo-se o que se está pensando e não pensar a esmo. O pensamento único é o pensamento dirigido, voluntariamente conduzido. Não é, necessariamente, o pensamento estático, mas é necessariamente único, dirigido, voluntário e consciente. É o pensamento voluntário que nos tira do corpo físico. Mas não o confundamentos com a simples teorização.
A prática da concentração apresenta dois aspectos distintos, que não foram muito diferenciados pelos V.V.M.M. por falta de perguntas dos discípulos. Um é o aspecto atencional e o outro é o aspecto pensamental ou imaginativo. A imaginação consciente, da qual nos falaram os mestres, corresponde ao segundo aspecto, sendo o próprio pensamento conscientemente dirigido.
O sono não se instala se os pensamentos simplesmente forem bloqueados, o que se instala sob tal condição é o conflito, o qual nos impede de adormecer. Quem quiser aprender a viajar conscientemente para os mundos paralelos, deve aprender a dormir sem permitir que seus pensamentos vaguem a esmo. O controle da função mental (pensamental ou imaginativa), é fundamental e corresponde ao primeiro degrau da escala da iniciação.
Uma coisa é concentrar o pensamento e outra é concentrar a atenção. São duas coisas distintas, apesar de relacionadas. Obviamente, a concentração do pensamento exige concentração da atenção, mas concentrar a atenção não implica, necessariamente, em concentrar o pensamento, visto que podemos concentrar a atenção nos movimentos, em processo externos etc. sem necessariamente pensar a respeito daquilo. Por outro lado, é impossível concentrar o pensamento sem concentrar sobre ele a atenção, pois uma tal tentativa resultaria em dispersão mental. Para que o pensamento seja conscientemente conduzido, necessita-se atenção plena sobre os seus rumos.
O pensamento conscientemente conduzido em torno de um objeto conduz ao sonho lúcido e do sonho lúcido podemos passar à viagem astral, tudo é questão de entrarmos nas regiões oníricas mantendo a consciência. E da viagem astral podemos passar à meditação.
Concentrar-se sem desejar
Concentrar é observar continuamente.
Observar não é esforçar-se. Observar é receber. A receptividade não é desespero, ansiedade, é entrega.
A observação pura, isenta de ansiedade e desejo de observar, tem um sabor, uma qualidade distinta da observação preocupada. Há que se aprender a observação pura, sem mescla alguma de ansiedade, preocupação, esforço ou desejo de observar. A observação pura, uma vez aprendida, pode ser prolongada.
O prolongamento (dharana = manter) da observação prescinde, igualmente, do esforço, da preocupação, do desespero, da ansiedade e do desejo de prolongamento. Na verdade, a observação pura prolongada e o desejo de conseguí-la são antagônicos.
Desejar concentrar-se é sabotar a prática.
Concentrar-se pelo esquecimento
Ao invés de fazer força para prender a atenção no objeto, empenhe-se em esquecer tudo o que não seja o objeto.
A atenção pura, sem interferência do esforço, é conseguida esquecendo-se tudo o que não seja o objeto. Ao esquecermos tudo o que não seja o objeto, somente ele restará no campo de consciência.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Não acreditar-se capaz de conjugar castidade com imaginações morbosas
Mais do que controlar a ejaculação, busquemos eliminar a luxúria. Eliminando a luxúria, as ejaculações desaparecem.
Quando estamos há muitos dias sem ejacular (e portanto cheios de energia) e permitimos que a mente seja invadida pela luxúria (pensamentos morbosos de infinitos tipos), nos esquecemos de tudo o que não seja o objeto sexual do desejo. A única meta passa a ser a satisfação do desejo.
Um importante segredo para não cairmos é este: limpar constantemente a mente de quaisquer traços de luxúria, mesmo após muito tempo (dias, meses ou anos) de castidade. Se, após um certo tempo, nos sentimos fortes e viris e nos acreditamos muito capazes de deter a ejaculação, pode dar-se o infeliz caso de acreditarmos que seremos capazes de "resistir" aos impulsos ejaculatórios da luxúria mesmo se dermos "asas à imaginação" sexual.
Um importante motivo pelo qual os neófitos e adeptos caem sexualmente é a crença de que poderão dar asas à imaginação luxuriosa (pensar em sexo) sem cair ne ejaculação. Trata-se de um erro ao qual são induzidos pelo Ego.
Se houvermos guardado a energia sexual por um certo tempo (horas, dias, meses ou anos, não importa!) e começarmos a dar asas à imaginação luxuriosa, inevitavelmente cairemos na ejaculação novamente, seja pela masturbação, seja pela fornicação.
Se os pensamentos morbosos desapareceram de sua mente, não seja ingênuo: eles poderão voltar a qualquer momento, ainda que tenham sumido há muito tempo. Continue vigiando sua mente.
Não se preocupe tanto com o número de ejaculações que tenha, preocupe-se em limpar a mente, a fala e as ações da luxúria. A castidade virá por acréscimo. De nada adianta tentar forçar a castidade se não se está limpando a mente, o verbo, a palavra, os gestos etc. Tal tentativa resultará em fracassos e neuroses, nada mais, além de muitas ejaculações deprimentes!
A mente é a guarida do desejo. É ali, na mente, que temos que combater o inimigo e vigiá-lo, mesmo que ele pareça já estar morto.
Não pense nas ejaculações que teve e nem se preocupe com elas. Apesar de nefastas, são meras consequências com as quais não vale a pena se ocupar. Esqueça-as. Concentre seu empenho em vigiar a mente. Lamentar-se pelas ejaculações é cultivar eus de sofrimento que mais tarde terão que ser eliminados. É também perder o tempo com o que não interessa: com os resultados indesejáveis. Mais sensato é ocupar-se com as causas do problema.
sábado, 9 de outubro de 2010
A miséria do apego à matéria densa
"Por isso adoeceis e morreis[...]. Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra."
Os desejos são paixões pela matéria, em suas distintas formas. Os desejos são voltados para aquilo que é exterior, material. Desejamos mulheres, dinheiro, luxo. Desejamos também saúde e bem estar. Tudo isso é paixão pela matéria. A matéria produz em nós uma paixão sem limites, somos apaixonados pelo corpo físico e pelo mundo físico. Acreditamos que a felicidade se encontra na sensorialidade.
Quando sofremos uma imensa dor física, nossa atenção é violentamente forçada a se focar sobre o local da dor. Ali, onde está a atenção, está também o pensamento. Pensamos mil coisas sobre o problema físico, sobre a doença, lesão ou enfermidade. Estamos plenamente focados no sofrimento e não somos capazes de nos dissociarmos dele. Há uma atração forçada da mente, dos pensamentos e da atenção sobre o órgão ou parte do corpo afetada. Quanto mais atenção voltamos ao sofrimento, mais o intensificamos. A intensificação ocorre por nossa identificação com a matéria. E nos identificamos com a matéria porque estamos apaixonados por ela. Os seres humanos amam o mundo material de forma desesperada.
Quando morre um ente querido, nos desesperamos porque conhecemos tão somente sua parte ilusória. Nos apegamos à seu aspecto temporal, perecedouro. Tememos a morte pela mesma razão. Se nos desenvolvêssemos conscientemente em outros mundos, nos universos paralelos, as coisas seriam diferentes. Mas estamos apaixonados por este mundo e não pelo outro. Somos feridos pela morte por causa do materialismo arraigado em nossas almas.
Se não estivéssemos distantes d'Aquilo que é imperecedouro, imutável e eterno em nós, teríamos acesso ao que é imperecedouro, imutável e eterno no outro. O amor transcenderia o espaço e o tempo, a morte seria entendida como reencontro, como retorno ao lar.
O apego ao mundo e o medo de viajar ao Além, durante a meditação e as viagens astrais, bem como o temor da desencarnação originam-se do apego a este mundo sensorial.
Desenvolver-se espiritualmente é, entre outras coisas, dissociar-se da matéria densa e do veículo físico.
A apego à matéria nos leva à identificação com o corpo. A identificação com o corpo nos impele a buscar ardentemente os prazeres sensoriais e a sofrer com a dor física. Quanto mais prazeres buscarmos, mais dores teremos que sofrer como compensação, para restabelecimento do equilíbrio.
O Ego é o anseio pela vida, pelos prazeres dos sentidos. Quando o Ego morre, morre o apego ao mundo.
Apaixonar-se pelo que é perecedouro e finito é prender-se ao sofrimento. Mas somente poderia apaixonar-se pelo aspecto eterno da vida quem realizou o Eterno em si mesmo. O Ser é o sempre, algo que os materialistas nunca entenderão.
O Ser, que é Eterno, poderia eternizar o corpo físico e protegê-lo de todo desequilíbrio, se o Ego, que é paixão pela matéria, não interferisse. Por uma estranha contradição, aqueles que adquirem a imortalidade física são justamente aqueles que se desvincularam emocionalmente da vida material de forma absoluta, por meio da morte do Ego.
Quando Pistis Sophia desce até este Eon, ela se apaixona e sofre terrivelmente. A matéria possui um poder hipnótico.
A matéria a qual este artigo se refere é a matéria física e não a matéria espiritual. A matéria física existe para ser vencida, viemos a este mundo para vencê-lo. Vencer este mundo é vencer as paixões, os inimigos interiores.
domingo, 2 de maio de 2010
Sobre o estudo das emoções
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